Na fase de crescimento, é comum que crianças tenham suas dúvidas, questionamentos e não entendam bem o que se passa no mundo que está em sua volta. Para uma criança com deficiência auditiva essas dificuldades são ainda maiores – afinal, um dos maiores estímulos que se pode receber, o som, não é compreendido por elas.
A pedagogia atual sugere que crianças surdas freqüentem as mesmas escolas que os jovens de sua idade que não possuam deficiência – mas também não exclui a necessidade de tratamentos específicos.Uma das primeiras iniciativas das escolas especializadas nesse assunto é ensinar aos seus alunos a língua brasileira de sinais (libras).Muitos surdos criam um sistema de se comunicar por gestos com os familiares e as pessoas mais próximas. Mas o adequado é que eles saibam se comunicar com a libras, que é a linguagem reconhecida.A libras é um sistema de comunicação reconhecido oficialmente pelo governo brasileiro desde 2002.
Além do ensino de libras ao surdo,procuram qualificar professores das redes pública e privada no idioma.Também oferecem cursos para os professores que são essenciais para que as crianças recebam uma melhor educação nas escolas regulares.
As crianças no Centro recebem aulas que, como dito, funcionam como complemento do que aprendem na escola. Mas as atividades do Centro vão além disso: querem que a criança com deficiência auditiva esteja perfeitamente apta para vivenciar situações típicas do cotidiano, como, por exemplo, as que se desenvolvem rotineiramente numa casa.
Se para um adulto o termo “inclusão social” se traduz em acesso a oportunidades de emprego, estudo, saúde e outros, talvez para as crianças o maior exemplo de inclusão seja ser aceito para brincadeiras com seus semelhantes.
Crianças com necessidades especiais – a escola lidando com a diversidade 
A política de inclusão de crianças nas escolas regulares brasileiras completa dez anos em 2006.Apesar disso ainda são grandes os desafios das escolas regulares, públicas ou privadas que trabalham com crianças com necessidades especiais. Os problemas vão desde as barreiras arquitetônicas, até a necessidade de uma mudança efetiva para que se chegue a uma escola realmente inclusiva, que garanta o atendimento à diversidade das crianças. Não se pode perder de vista ainda que a determinação legal afetou padrões construídos durante décadas no espaço educacional.
As escolas de hoje são muito conteudistas. É preciso mudar a forma de ensinar para mudar as formas de aprender. É preconceito achar que todos aprendem igual. Existem diferentes formas de promover o desenvolvimento da criança.
Capacitação dos professores-sem preconceitos 
Para lidar com a inclusão de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEEs), é preciso abandonar a idéia equivocada de que o professor tem que se preparar para atender alunos com deficiência,não existem métodos de ensino especiais para se ensinar os conteúdos curriculares para esses alunos.O professor não tem que aprender como ensinar matemática para alunos com deficiência. Ele tem de se preparar para atender a todas as crianças.O ensino escolar vai mal porque a escola continua repetindo no século XXI o que foi a escola do século XVIII.
Os professores da educação especializada precisam também aprender a distinguir as suas funções das dos professores comuns, ensinando, sem repetir nas classes especiais, o que é próprio da escola comum, como acontece muito, até hoje, nas escolas especiais.O primeiro passo da inclusão é entender e aceitar que cada criança tem um ritmo, tendo ela uma necessidade especial ou não. É preciso conhecer a criança sem o rótulo de uma doença.

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