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Comportamento de filhos que têm pais separados

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 Como pais e mães separados podem superar seus problemas para dar o melhor aos filhos?

 

     A separação dos pais, como uma fase do ciclo de vida familiar, representa uma situação que afeta e envolve todos os membros da família, de vários modos, e também com fantasias inconscientes de origem infantis, compartilhadas tanto pelos pais como pelos filhos, embora com diversas possibilidades de elaboração. As mudanças deverão ser administradas, havendo desestabilização e muito luto, necessitando ser psiquicamente elaborado.Para os filhos, o progenitor que vai embora é sentido como ausente, ou seja, morto (para o inconsciente). Na verdade, perde-se uma parte do vínculo - a que se baseia na relação cotidiana, podem advir daí uma série de problemas emocionais. Há diversos transtornos de conduta que podem surgir na criança, como fobias, impulsividade, ausências, disritmias, explosões de raiva, timidez, roubo, mentiras, conduta anti-social, genitalização precoce, dislexia, disgrafia, dificuldade escolar em geral, enurese, insônia, dentre outros. Estes são importantes de serem observados numa situação em que a família passa por crise como é o caso de uma separação e a criança acaba manifestando nestes comportamentos ou sintomas a sua maneira de lidar com a dificuldade. 

     A relação família-escola é, hoje, tema em destaque na discussão sobre a garantia do sucesso dos alunos na escola. Freqüentemente, ouve-se dos professores que o apoio da família é essencial para o bom desempenho do aluno, porém, muitas vezes essa expectativa de ajuda torna-se fator de acusação, atribuindo-se à família toda a responsabilidade pelo mau desempenho escolar da criança. Quando se trata de crianças provenientes de classes populares – maioria da população que sofre o chamado fracasso escolar – há de se reconhecer que um modelo de família e de relacionamento entre pais e filhos é tomado como parâmetro.

     Sem conhecer realmente os motivos e dinâmicas das classes populares, os profissionais da escola acreditam, muitas vezes, que os alunos vão mal porque suas famílias são "desestruturadas" ou, ainda, porque seus progenitores não se interessam pela vida escolar da criança. Manifestações como "os pais das crianças que precisam não vêm às reuniões e nem querem saber como estão seus filhos" podem ser exemplos de como essa relação muitas vezes se estabelece. É preciso se pensar em que medida a escola mantém a situação, aceitando essa falta de participação ou acreditando que a família passa por dificuldades e que é preciso entender-se a não participação como uma fase. Que medidas ou atitudes adotam a escola diante da não participação do pai? É fundamental pensar-se que a vida é dinâmica e que os efeitos que advierem dessa fase poderão não ter solução mais tarde. Portanto, se o pai deixa de participar da vida do filho em decorrência de conflitos resultantes da separação, a criança poderá ser afetada no seu desempenho escolar.

      Estudo cuidadosamente delineado de crianças de Jardim de Infância mostra que o fato de ter um único dos pais, por conseqüência do divórcio, pressupõe uma competência escolar e social significativamente mais baixa ao entrar na escola, independente do padrão socioeconômico

 

GUARDA COMPARTILHADA

                       (de 'Maria Antonieta Pisano')

     As sentenças “tradicionais” que atribuem a guarda à mulher e definem visitas quinzenais para o pai, não são adequadas para nenhum caso, como não seriam adequadas se a mãe estivesse incluída num sistema de visitas, tão esporádico e tão impeditivo de uma verdadeira participação na vida e na criação dos filhos. Não se pode mais negar que não apenas o direito a convivência, mas o direito a co-educação é uma NECESSIDADE, se o que se deseja é garantir o desenvolvimento físico psíquico das crianças, filhas de pais separados.025.gif

             Em primeiro lugar,devem evitar discussões na presença dos filhos.Isso causa uma grande insegurança e angústia nas crianças ou adolescentes.Serem o mais maduros possível em suas negociações,pois é preciso de ser no mínimo civilizado para se tratar de divórcio,quando se trata de não magoar os filhos,que nada têm a ver com as diferenças de seus pais.Procurar conciliar e facilitar as visitas,saídas,férias,e todos os contatos com ambos os pais.Jamais jogar pais ou mães contra os filhos.Evitar falar mal de pai ou mãe na presença dos filhos.Conversar com as crianças,e explicar que o casamento não deu certo,mas que ambos amam e continuarão amando-as muito.Se tudo for feito com amor e atenção aos filhos,eles compreenderão e tudo ficará bem,na medida do possível.

             Querendo ou não uma separação provoca, inevitavelmente, um trauma! às vezes um "trauma amigável", mas sempre provoca desestabilidade na família.

 

 

 

 

 

 

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